A hérnia de disco vertebral, também conhecida como hérnia de disco, ocorre quando o núcleo pulposo — estrutura localizada dentro do disco intervertebral — se desloca do seu lugar de origem. Esse deslocamento (ou prolapso) geralmente acontece em direção posterior e pode comprimir nervos e outras estruturas próximas, provocando dor na coluna e dor irradiada para braços ou pernas, dependendo da região afetada.
Diversos estudos sugerem que alguns fatores podem contribuir para o aparecimento de hérnias discais. Entre eles estão:
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Predisposição genética
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Atividades profissionais que exigem esforço físico intenso ou má postura
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Tabagismo, que acelera o desgaste dos discos e reduz o aporte de oxigênio nos tecidos da coluna
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Sedentarismo e sobrepeso, que aumentam a sobrecarga na região lombar
Embora a hérnia de disco possa se desenvolver em qualquer parte da coluna, ela é mais comum na região lombar (parte inferior das costas) e na região cervical (pescoço), por suportarem maior carga e mobilidade.
Quando um disco se degenera, os discos vizinhos costumam compensar o esforço, o que pode favorecer o surgimento de outras hérnias próximas. Normalmente, após o tratamento adequado, a hérnia não volta a aparecer. Em casos raros de recorrência, pode ser necessária uma nova abordagem médica.
Atualmente, existem tratamentos minimamente invasivos altamente eficazes para corrigir a hérnia de disco. As cirurgias endoscópicas utilizam apenas dois pequenos cortes de cerca de 2 cm, por onde é retirado o fragmento herniado, aliviando a dor quase imediatamente. Em muitos casos, o paciente recebe alta no dia seguinte.
Além das técnicas endoscópicas, há também cirurgias tradicionais com excelentes resultados. A escolha do tratamento ideal deve ser feita em conjunto com o médico especialista, considerando o quadro clínico e as opções mais seguras e confortáveis para o paciente.
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